Isabela do Lago

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Belém, Pará - Amazônia, Brazil
A natureza da coisa arte em minha trajetória ocupou lugar no que se diz opção profissional, nem sei dizer nada a respeito de vocação pois nunca ouvi o tal "chamado". Por toda a minha vida tenho cercado o ato de produzir imagens, sejam elas desenhadas, pintadas, fotografadas, filmadas, dançadas, cantadas ou aquelas que figuram mundos internos nas almas imersas em situações nada concretas, a realidade vem a partir da leitura de quem se presta ao ato existir. Intuição, paixão e o nada me tocam neste viver o sentimento criativo desde que sinto coisas que não vejo e procuro transformá-las em algo visível e para que isto aconteça vivencio a criação no momento dela - e depois a esqueço.

sábado, 28 de novembro de 2009

resistência marajoara


Jornada cultural de caráter não competitivo, o FEST-FISC, o FEST-FISC acontece no âmbito da programação cultural do Fórum Internacional da Sociedade Civil, que reunirá aqui em Belém,
cerca de três mil pessoas, entre os dias 28 e 30 de novembro de 2009.
A maioria dos filmes selecionados é do gênero documental, mas há também ficção, vídeo-clipe, teatro visual e vídeo-teatro.
Na diversidade dos 29 filmes selecionados, o FEST FISC mostrará trabalhos da Bélgica, Guiné-Bissau, Moçambique, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Recife, Belém, Amapá, Goiás e outros, destaco aqui duas produções do Projeto Resistência Marajoara resultado do trabalho coletivo de jovens de Soure - Ilha
de Marajó, que são o documental Trilogia Marajoara, e o vídeo-teatro A cobra Grande.
Espero por todos no Centro de Convenções da UFPA nesta segunda-feira, dia 30, a mostra vai acontecer das 8:00 ás 13:00 horas.
MAIORES INFORMAÇÕES em http://socialcine.blogspot.com/

sábado, 14 de novembro de 2009

Mini não saia



A minissaia é uma quarentona metida a avançadinha, e merece tanto respeito quanto um fraque, estola ou cueca

O ano de 1968 entrou para a história como um ano de revolução. Foi naquele ano cheio de acontecimentos importantes que dizem ter nascido a minissaia.

Naquela altura, a arrogante minisaia foi vitma dos olhos repressores dos conservadores e resistiu mesmo assim porque representou uma vitória na luta dos jovens que tentavam ganhar respeito, mudar idéias e crenças, e ter mais liberdade de expressão.

Para o vestuário feminino, a minisaia , com cerca de 30 cm de comprimento era sinônimo da luta pela libertação sexual, e muito espanta que hoje, homens e mulheres ainda vulgarizem o uso da minisaia, no caso de Geise, não vi o tamanho, e ainda o fato de a jovem ter sido escoltada pela polícia ainda é pior, pois ela ainda teve que ouvir sabe -se lá oque dos policiais, não digo quem está certo, nem quem está errado, mas afirmo que temos leis protegendo os direitos das mulheres neste país, a violência doméstica não é praticada somente por maridos furiosos, a situação doméstica abarca todas as pessoas que dividem o mesmo espaço diariamente e agridem qualquer pessoas do gênero feminino, por esta ser DO GÊNERO FEMININO.

Acho o fato relevante, por isso convoco, em nome da UBM, que assinem a petição on-line, e não digo isso como uma feminista enlouquecida do tipo que que queima sutiã em praça pública, mas de alguém que compreende que temos de aprender com nossos erros, e alguém que só tem a lamentar e temer pela juventude universitária brasileira.

Acredito que podemos prevenir a violência, exercitando o respeito. Ninguém precisa amar ninguém, nem aceitar a todos, mas sim respeitar.
VOTE EM http://www.petitiononline.com/unitalib/petition.html

Respeitem a MINISAIA, droga!

Bela.

sábado, 31 de outubro de 2009

A lua de hoje



A lua acabou de chegar aqui em casa

dizendo que a noite será longa


Acendeu uma luz amarela de verão sobre o palco onde caíam vasos e gentes vazias,

A platéia que se encontrava numa doce penumbra

Subitamente se acendeu em luzes lilases atirando todo o tipo de lixo ao palco

A lua se fez de gente para pedir silêncio

O espetáculo começou

E os ratos cagaram sobre os vasos quebrados no centro de cena

Nem a platéia que estava ali para assistir ao espetáculo percebeu

Porque faziam barulho demais

Lilás: Temperança, arcano 17, misturando vermelho e azul na proporção de 1:2 em cotas de matemática intuitiva.

O silêncio pode limpar o espírito aflito

Silêncio


Isabela do Lago

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Asas à violência

Há séculos e séculos a mulher, ou os homens e mulheres que assumem papel feminino diante da sociedade sofrem com a violência de gênero, violência esta que se revela em diferentes níveis e fere fisica e subjetivamente a pessoa do gênero feminino.
No entanto, muitas pessoas rotulam a violência de gênero como "briga de marido e mulher", mas a questão vai mais além de tapas, empurrões, chutes, estupros e outras formas de representação da masculinidade doentia gerada pela sociedade paternalista.
A Lei nº11.340, popularmente conhecida por Lei Maria da Penha, prevê como criminosas situações de violência moral e psicológica , dentre outros casos, conforme http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.340-2006?OpenDocument
Mas o que quero ressaltar aqui, é minha indignação diante de um texto publicado no blog da jornalista Cleide Magalhães que na intenção de divulgar a última programação do Corredor Polonês, sugestiona a agressão contra a mulher de maneira vulgar e medíocre como podem conferir em http://ojornalismodaasas.blogspot.com/2009/10/surra-de-arte-no-corredor-polones.html
Está aberta a questão a quem quizer responder:
Que asas são estas que o jornalismo dá?
Será que apelos violentos já não estão batidos demais no mercado da cultura de consumo brasileira?
O Corredor Polonês não merece ser castigado com este descabelamento midiático de página policial, aquele lugar tem uma bela história porque conta a história da cidade de Belém através da transformação estética. Sinto muito...
Ademais a citação de Nelson Rodrigues está absolutamente fora de contexto, e muito mal colocada, se eu estiver errada, por favor, me desculpem, até porque ela publicou, mas não sei se quem escreveu o infeliz texto foi a mesma, eu me recuso a acreditar que tal pensamento sobre a arte com forte apelo à violência tenha saído de alguma das cabeças que pensam o Corredor Polonês, porque pessoas de sã consciência política tem o dever de combater a violência de gênero e não simplesmente estimular uma postura ofensiva como esta em nome da Arte, e o que é pior, eu como MULHER, artista e fundadora do movimento cultural Corredor Polonês durante 5 anos de minha vida, e ativista dos direitos da mulher, tendo inclusive usado a arte no combate, prevenção e tratamento de mulheres em situação de violência familiar e doméstica me sinto ofendida e diante do ocorrido é com muito pesar que me declaro definitivamente(agora sim!) desvinculada de tal lugar.
Gente, será que ninguém por lá leu isto antes de ser publicado? Ou isto foi proposital? E ainda têm pessoas que se dizem intelectuais e apreciadoras de arte que prestigiam tal iniciativa?
Quem quizer que me atire pedras, mas se a origem da idéia foi feminina, sinto-me envergonhada por esta pessoa, e se foi masculina, quero dizer que há tratamento para a misoginia, já o machismo exacerbado é um problema social que precisa ser combatido, acreditem em mim: Mulher não gosta de apanhar, e arte não bate em ninguém que já não esteja interiormente machucado.
Isabela do Lago

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Diálogos Cineclubistas

PROGRAMAÇÃO

DIA: Segunda-feira, 17 de agosto de 2009

LOCAL: Ponto de Cultura Ananin

HORÁRIO: Das 14 horas às 18 horas

RELATOS:

1. Cineclube Amazonas Douro / Francisco Weyl

2. Cineclube Instituto Mãe Nangetu / Arthur Leandro

3. Idade Mídia / Ângelo Madson

4. Cineclube Corredor Polonês / Isabela do Lago

5. Ponto de Cultura Aninin + Argonautas / Samir Raoni

CINECLUBISMO:

Instituto Mãe Nangetu / 20 Horas

Coordenação: Arthur Leandro

(...)

DIA: Terça-feira, 18 de agosto de 2009

LOCAL: Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Popular (CEPEPO)

HORÁRIO: Das 14 horas às 18 horas

RELATOS:

1. Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) / Mateus Moura

2. REDE Aparelho / Gisele Vasconcelos

3. Cineclube Coletivo Marginália / André Leite

4. Cineclube de Física / UFPa

5. Cepepo / Vanessa Silva

CINECLUBISMO:

Projeto Cinema de Rua

Coordenação: Francisco Weyl

(...)

DIA: Quarta-feira, 19 de agosto de 2009

LOCAL: Corredor Polonês Atelier Cultural

HORÁRIO: Das 14 horas às 18 Horas

DIÁLOGO:

Política, sustentabilidade e propostas para o cineclubismo em Belém e no Estado do Pará.

CARTA DE BELÉM:

Apresentação, leitura, discussão e aprovação da Carta dos cineclubistas de Belém.

CINECLUBISMO:

Aliança Francesa

Coordenação: Mateus Moura

sábado, 8 de agosto de 2009

Sobre o uso da ferramenta chamada representação corporal

Neste trabalho eu pretendo realizar uma oficina de desenho voltada para a representação da figura humana, e também a leitura da coisa que se chama corpo-imagem, com a face voltada para a história da nossa região, na análise/leitura de imagem vamos fazer um apanhado das diferentes representações da figura humana na região amazônica através dos tempos, e contrapor as diferentes técnicas, estilos, que marcam também contextos históricos diversos dentro de nossa região.
A maior parte das atividades são práticas, digo as intervenções do corpo com suas atitudes expressivas dentro das possibilidades técnicas de libertar o traço, o gesto e até pensamento dos cânones clássicos de figuração do corpo em um esforço perceptivo/expressivo de ver e reproduzir a figura humana com o olhar consciente do cidadão amazônida que se pretende ou não artista, mas sim, transformador.
O desenho da ilustração é em caneta sobre papel de pão, é de José Ailson, um DOS mais antigos companheiros de criação daqui do Corredor.

Corredor Polonês Atelier Cultural Convida para



Caixa de texto: José Ailson
Oficina de Desenho da Figura Humana

Com Isabela do Lago

Período: De 29 de Agosto a 26 de setembro (Sempre aos sábados)

Das 15:00 às 18:00 horas

Público: Pessoas com idade superior a 15 anos

Programa Resumido:

- Grafismo plural amazônida;

- O gesto e o traço;

- Convenções acadêmicas e convencimento expressivo;

- Contrastes e variação tonal;

- Diversidade técnica em laboratório criativo;

- Desenho com modelo vivo;

Taxa de Inscrição: R$ 65,00

Local: Corredor Polonês Atelier Cultural – Rua General Gurjão, 253. Esquina com Ferreira Cantão. Bairro: Campina. Belém.

Informações: (91) 3222 75 43 e (91) 8703 57 20

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Antimoda

Em ensaio para o desfile performático do grupo Antimoda, trabalho que falou do vestuário das tribos urbanas em Belém.