Isabela do Lago

Minha foto
Belém, Pará - Amazônia, Brazil
A natureza da coisa arte em minha trajetória ocupou lugar no que se diz opção profissional, nem sei dizer nada a respeito de vocação pois nunca ouvi o tal "chamado". Por toda a minha vida tenho cercado o ato de produzir imagens, sejam elas desenhadas, pintadas, fotografadas, filmadas, dançadas, cantadas ou aquelas que figuram mundos internos nas almas imersas em situações nada concretas, a realidade vem a partir da leitura de quem se presta ao ato existir. Intuição, paixão e o nada me tocam neste viver o sentimento criativo desde que sinto coisas que não vejo e procuro transformá-las em algo visível e para que isto aconteça vivencio a criação no momento dela - e depois a esqueço.

sábado, 12 de dezembro de 2009

RE INÍCIO



Tô trocando a pele... processo que vai demorar umas 4 ou 5 luas pra terminar
vou fazendo tudo bem devagar, tô tentando trocar a paleta vermelha porque me sinto
mesmo mais fria, e sinto mais fria mesmo a atitude da pintura, falha minha, fiquei muito tempo sem esta atividade diária, faço autoretrato porque tenho ficado sempre muito só, não tenho outro ou outra modelo.
assim me re descobrindo.
Tô catando lixos, materiais em madeira e cerâmica para este meu reinício, achei uma porta velha bem interessante, tô há uns 15 dias só olhando pra ela, resolvi fazê-la falar poruq alguma coisa tem que se manifestar neste mundo.
Nada de tela: só madeira e cerâmica. Tinta a óleo.

A luta na nova pintura... autoretratos são severos demais





Cachaça, chuva, tinta, noite, feitiço e violência

Derramando na porta velha abandonada

A fúria

Não sou estrela (...)

minha pele o tom mais difícil de encontrar




...Tudo é santo nesta gira
Nem Tudo gira neste santo
Quero as cores da encantaria
Ser deus que dança
Ser cobra e encanto
Tive de usar de tudo pra me encantar
Nova paleta em tons de pele
O de minha pele
O mais difícil de encontrar...
Isabela do Lago

Flores na cintura






sorriso
A ausência da democracia
Eu fazendo uma pintura de mim mesma
Bandido
O olhar que me corrompia
Eu não me faço de pintura
Mostrando em cores falsas
Embriagada de tinner
Envolta na vontade do não-vermelho
Não sou assim vermelha
Me provoco na mudança da paleta
Me acredito já tão velha
Tão surda
Tão só e tão muda
Cachaça, chuva, tinta, noite, feitiço e violência
Derramando na porta velha abandonada
A fúria
Não sou estrela
Nem pássaro
Nem flor
Nem bruxa
Tudo é santo nesta gira
Nem Tudo gira neste santo
Quero as cores da encantaria
Ser deus que dança
Ser cobra e encanto
Tive de usar de tudo pra me encantar
Nova paleta em tons de pele
O de minha pele
O mais difícil de encontrar
E meu pescoço?
Não consigo desenhar
Eu tenho alguma cintura
Nunca parei pra reparar
Não sou assim vermelha
Me provoco na mudança da paleta
Me acredito já tão velha
Tão surda
Tão só e tão muda
Meus seios que nunca os vi
Espelho, fotos...
Pincel
Cerveja e bem-te-vi
A solidão do início desta pintura
Derrama borboletas na minha cintura
Não sou assim vermelha
Me provoco na mudança da paleta.

sábado, 28 de novembro de 2009

resistência marajoara


Jornada cultural de caráter não competitivo, o FEST-FISC, o FEST-FISC acontece no âmbito da programação cultural do Fórum Internacional da Sociedade Civil, que reunirá aqui em Belém,
cerca de três mil pessoas, entre os dias 28 e 30 de novembro de 2009.
A maioria dos filmes selecionados é do gênero documental, mas há também ficção, vídeo-clipe, teatro visual e vídeo-teatro.
Na diversidade dos 29 filmes selecionados, o FEST FISC mostrará trabalhos da Bélgica, Guiné-Bissau, Moçambique, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Recife, Belém, Amapá, Goiás e outros, destaco aqui duas produções do Projeto Resistência Marajoara resultado do trabalho coletivo de jovens de Soure - Ilha
de Marajó, que são o documental Trilogia Marajoara, e o vídeo-teatro A cobra Grande.
Espero por todos no Centro de Convenções da UFPA nesta segunda-feira, dia 30, a mostra vai acontecer das 8:00 ás 13:00 horas.
MAIORES INFORMAÇÕES em http://socialcine.blogspot.com/

sábado, 14 de novembro de 2009

Mini não saia



A minissaia é uma quarentona metida a avançadinha, e merece tanto respeito quanto um fraque, estola ou cueca

O ano de 1968 entrou para a história como um ano de revolução. Foi naquele ano cheio de acontecimentos importantes que dizem ter nascido a minissaia.

Naquela altura, a arrogante minisaia foi vitma dos olhos repressores dos conservadores e resistiu mesmo assim porque representou uma vitória na luta dos jovens que tentavam ganhar respeito, mudar idéias e crenças, e ter mais liberdade de expressão.

Para o vestuário feminino, a minisaia , com cerca de 30 cm de comprimento era sinônimo da luta pela libertação sexual, e muito espanta que hoje, homens e mulheres ainda vulgarizem o uso da minisaia, no caso de Geise, não vi o tamanho, e ainda o fato de a jovem ter sido escoltada pela polícia ainda é pior, pois ela ainda teve que ouvir sabe -se lá oque dos policiais, não digo quem está certo, nem quem está errado, mas afirmo que temos leis protegendo os direitos das mulheres neste país, a violência doméstica não é praticada somente por maridos furiosos, a situação doméstica abarca todas as pessoas que dividem o mesmo espaço diariamente e agridem qualquer pessoas do gênero feminino, por esta ser DO GÊNERO FEMININO.

Acho o fato relevante, por isso convoco, em nome da UBM, que assinem a petição on-line, e não digo isso como uma feminista enlouquecida do tipo que que queima sutiã em praça pública, mas de alguém que compreende que temos de aprender com nossos erros, e alguém que só tem a lamentar e temer pela juventude universitária brasileira.

Acredito que podemos prevenir a violência, exercitando o respeito. Ninguém precisa amar ninguém, nem aceitar a todos, mas sim respeitar.
VOTE EM http://www.petitiononline.com/unitalib/petition.html

Respeitem a MINISAIA, droga!

Bela.

sábado, 31 de outubro de 2009

A lua de hoje



A lua acabou de chegar aqui em casa

dizendo que a noite será longa


Acendeu uma luz amarela de verão sobre o palco onde caíam vasos e gentes vazias,

A platéia que se encontrava numa doce penumbra

Subitamente se acendeu em luzes lilases atirando todo o tipo de lixo ao palco

A lua se fez de gente para pedir silêncio

O espetáculo começou

E os ratos cagaram sobre os vasos quebrados no centro de cena

Nem a platéia que estava ali para assistir ao espetáculo percebeu

Porque faziam barulho demais

Lilás: Temperança, arcano 17, misturando vermelho e azul na proporção de 1:2 em cotas de matemática intuitiva.

O silêncio pode limpar o espírito aflito

Silêncio


Isabela do Lago

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Asas à violência

Há séculos e séculos a mulher, ou os homens e mulheres que assumem papel feminino diante da sociedade sofrem com a violência de gênero, violência esta que se revela em diferentes níveis e fere fisica e subjetivamente a pessoa do gênero feminino.
No entanto, muitas pessoas rotulam a violência de gênero como "briga de marido e mulher", mas a questão vai mais além de tapas, empurrões, chutes, estupros e outras formas de representação da masculinidade doentia gerada pela sociedade paternalista.
A Lei nº11.340, popularmente conhecida por Lei Maria da Penha, prevê como criminosas situações de violência moral e psicológica , dentre outros casos, conforme http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.340-2006?OpenDocument
Mas o que quero ressaltar aqui, é minha indignação diante de um texto publicado no blog da jornalista Cleide Magalhães que na intenção de divulgar a última programação do Corredor Polonês, sugestiona a agressão contra a mulher de maneira vulgar e medíocre como podem conferir em http://ojornalismodaasas.blogspot.com/2009/10/surra-de-arte-no-corredor-polones.html
Está aberta a questão a quem quizer responder:
Que asas são estas que o jornalismo dá?
Será que apelos violentos já não estão batidos demais no mercado da cultura de consumo brasileira?
O Corredor Polonês não merece ser castigado com este descabelamento midiático de página policial, aquele lugar tem uma bela história porque conta a história da cidade de Belém através da transformação estética. Sinto muito...
Ademais a citação de Nelson Rodrigues está absolutamente fora de contexto, e muito mal colocada, se eu estiver errada, por favor, me desculpem, até porque ela publicou, mas não sei se quem escreveu o infeliz texto foi a mesma, eu me recuso a acreditar que tal pensamento sobre a arte com forte apelo à violência tenha saído de alguma das cabeças que pensam o Corredor Polonês, porque pessoas de sã consciência política tem o dever de combater a violência de gênero e não simplesmente estimular uma postura ofensiva como esta em nome da Arte, e o que é pior, eu como MULHER, artista e fundadora do movimento cultural Corredor Polonês durante 5 anos de minha vida, e ativista dos direitos da mulher, tendo inclusive usado a arte no combate, prevenção e tratamento de mulheres em situação de violência familiar e doméstica me sinto ofendida e diante do ocorrido é com muito pesar que me declaro definitivamente(agora sim!) desvinculada de tal lugar.
Gente, será que ninguém por lá leu isto antes de ser publicado? Ou isto foi proposital? E ainda têm pessoas que se dizem intelectuais e apreciadoras de arte que prestigiam tal iniciativa?
Quem quizer que me atire pedras, mas se a origem da idéia foi feminina, sinto-me envergonhada por esta pessoa, e se foi masculina, quero dizer que há tratamento para a misoginia, já o machismo exacerbado é um problema social que precisa ser combatido, acreditem em mim: Mulher não gosta de apanhar, e arte não bate em ninguém que já não esteja interiormente machucado.
Isabela do Lago

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Diálogos Cineclubistas

PROGRAMAÇÃO

DIA: Segunda-feira, 17 de agosto de 2009

LOCAL: Ponto de Cultura Ananin

HORÁRIO: Das 14 horas às 18 horas

RELATOS:

1. Cineclube Amazonas Douro / Francisco Weyl

2. Cineclube Instituto Mãe Nangetu / Arthur Leandro

3. Idade Mídia / Ângelo Madson

4. Cineclube Corredor Polonês / Isabela do Lago

5. Ponto de Cultura Aninin + Argonautas / Samir Raoni

CINECLUBISMO:

Instituto Mãe Nangetu / 20 Horas

Coordenação: Arthur Leandro

(...)

DIA: Terça-feira, 18 de agosto de 2009

LOCAL: Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Popular (CEPEPO)

HORÁRIO: Das 14 horas às 18 horas

RELATOS:

1. Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) / Mateus Moura

2. REDE Aparelho / Gisele Vasconcelos

3. Cineclube Coletivo Marginália / André Leite

4. Cineclube de Física / UFPa

5. Cepepo / Vanessa Silva

CINECLUBISMO:

Projeto Cinema de Rua

Coordenação: Francisco Weyl

(...)

DIA: Quarta-feira, 19 de agosto de 2009

LOCAL: Corredor Polonês Atelier Cultural

HORÁRIO: Das 14 horas às 18 Horas

DIÁLOGO:

Política, sustentabilidade e propostas para o cineclubismo em Belém e no Estado do Pará.

CARTA DE BELÉM:

Apresentação, leitura, discussão e aprovação da Carta dos cineclubistas de Belém.

CINECLUBISMO:

Aliança Francesa

Coordenação: Mateus Moura

sábado, 8 de agosto de 2009

Sobre o uso da ferramenta chamada representação corporal

Neste trabalho eu pretendo realizar uma oficina de desenho voltada para a representação da figura humana, e também a leitura da coisa que se chama corpo-imagem, com a face voltada para a história da nossa região, na análise/leitura de imagem vamos fazer um apanhado das diferentes representações da figura humana na região amazônica através dos tempos, e contrapor as diferentes técnicas, estilos, que marcam também contextos históricos diversos dentro de nossa região.
A maior parte das atividades são práticas, digo as intervenções do corpo com suas atitudes expressivas dentro das possibilidades técnicas de libertar o traço, o gesto e até pensamento dos cânones clássicos de figuração do corpo em um esforço perceptivo/expressivo de ver e reproduzir a figura humana com o olhar consciente do cidadão amazônida que se pretende ou não artista, mas sim, transformador.
O desenho da ilustração é em caneta sobre papel de pão, é de José Ailson, um DOS mais antigos companheiros de criação daqui do Corredor.

Corredor Polonês Atelier Cultural Convida para



Caixa de texto: José Ailson
Oficina de Desenho da Figura Humana

Com Isabela do Lago

Período: De 29 de Agosto a 26 de setembro (Sempre aos sábados)

Das 15:00 às 18:00 horas

Público: Pessoas com idade superior a 15 anos

Programa Resumido:

- Grafismo plural amazônida;

- O gesto e o traço;

- Convenções acadêmicas e convencimento expressivo;

- Contrastes e variação tonal;

- Diversidade técnica em laboratório criativo;

- Desenho com modelo vivo;

Taxa de Inscrição: R$ 65,00

Local: Corredor Polonês Atelier Cultural – Rua General Gurjão, 253. Esquina com Ferreira Cantão. Bairro: Campina. Belém.

Informações: (91) 3222 75 43 e (91) 8703 57 20

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Antimoda

Em ensaio para o desfile performático do grupo Antimoda, trabalho que falou do vestuário das tribos urbanas em Belém.

Março/2006

Copiei descaradamente a matéria do overmundo de 2006, já funcionávamos há 02 anos
como atelier, estávamos fechados em nossa produção, fazíamos eventos para cerca de 10 pessoas
mas começaram a publicar algo nosso, depois que abrimos um serviço de bar, e oficinas de pintura, gravura e desenho.

http://www.overmundo.com.br/guia/corredor-polones

Corredor Polonês, Belém, PA
Vladimir Cunha · Belém (PA) · 4/3/2006 12:57 · 52 votos · nenhum ·

overponto

Espaço multimídia com oficinas de moda e artes plásticas e venda de produtos feitos por artistas locais. Funciona no Centro Histórico de Belém, em um antigo prostíbulo dos anos 40 e 50 e que, há cerca de um ano, foi comprado pelo artista plástico Rômulo Queiroz.
tags:
Belém PA diversoes-e-arte
onde fica

O Corredor Polonês fica na Rua General Gurjão, 253. Entre Primeiro de Março e Padre Prudêncio.

por que ir

O lugar é um ateliê coletivo, e abriga espetáculos de música, dança e teatro além de exposições de artes plásticas e fotografia. À noite funciona também como bar.

quando ir

Às quintas e sextas, a partir das 20 h.

quem vai

Público ligado às artes em geral.

quanto custa

Entrada franca.

contato

Tel: (91)3224-4468.



domingo, 19 de julho de 2009

Por onde tenho andado....


Aqui, pelo menos por enquanto, pretendo inserir imagens, links, textos e demais referências sobre trabalhos meus, ou trabalhos de outras pessoas onde eu estive envolvida e coisas do gênero.

No entanto, também é um recurso criado para manter atualizada a agenda de ações do Do Corredor Polonês Atelier Cultural, uma consulta ao histórico de tudo que eu tenho feito por aqui, portanto, se você não está interessado, obrigada e até logo.

Isabela do Lago